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FLORA

 

Mais de um século após as primeiras medidas de proteção e reflorestamento, o Parque Nacional da Tijuca conta hoje com magníficos exemplares da Mata Atlântica, contabilizando mais de 1.600 espécies  vegetais, nativas, incluindo algumas dezenas de exóticas. Atualmente, o Parque é constituído basicamente por uma floresta secundária tardia ( em estado avançado de regeneração ), mas conta ainda com algumas áreas onde a vegetação guardas suas características originais.

         As medidas de proteção e os reflorestamentos realizados permitiram e incrementaram a regeneração natural da floresta. Assim, os danos diretos e indiretos dos principais ciclos econômicos entre meados do século XVI e final do século XX ( extrativismo madeireiro, cana de açúcar, ouro e café ) sofridos na área do PNT parecem ter sido, em grande parte, suplantados atualmente. A substituição da vegetação florestal original decorrente principalmente de práticas agrícolas e do uso indiscriminado do fogo, chegou a comprometer seriamente o abastecimento de água da Cidade do Rio de Janeiro à época, motivando a promulgação das primeiras medidas preservacionistas e o reflorestamento nas principais bacias que abasteciam a cidade.

         Entre as árvores nativas da Mata Atlântica encontram-se: a figueira, a quaresmeira, a uruçurana, o vinhático, o ingá, o fedegosto, a canela, a capaíba, o pau-brasil, a aleluia, a sibipiruna, o cedro, o jacarandá, o jequitibá, a imbaúba-prateada, a palmeira indaiá. Entre as exóticas temos, por exemplo: o eucalipito, a nogueira, a jaqueira, a mangueira, a fruta-pão, o jamelão, o jambeiro e a jabuticabeira.

         No estrato arbustivo encontram-se, sobretudo, a samambaiaçu, o sonho d`ouro, a leandra, o manacá, o jaborandi e o palmito. De arbustos não nativos, ocorrem principalmente bananeiras, o lírio-do-brejo, a dracena e o café.

         Na vegetação rasteira há uma predominância do bico do guará, da begônia, do caeté, da avenca, de samambaias nativas e das exóticas capim colonião e maria-sem-vergonha.

         Nos afloramentos rochosos destacam-se as orquídeas dos gêneros Epidendrum e Zygopetalum, algumas cactáceas e a canela-de-ema.

         Entre as epífitas, predominam as bromélias ( várias espécies de Vriseas, Aechmeas, Tillandsias e muitas outras ) e as orquídeas ( como as dos gêneros Maxillaria e Octomeria ) sendo o PNT, abrigo de pelo menos 100 espécies de bromeliáceas e algumas espécies de orquídeas endêmicas. Atualmente, sobrevivem no PNT mais de 400 espécies vegetais ameaçadas de extinção, desta forma, além dos serviços ambientais para a cidade e do espaço lúdico singular para seus usuários, o PNT também possui elevado valor para a conservação da biodiversidade nativa, fazendo parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

 

Fonte de Consulta – Trilhas do Parque Nacional da Tijuca – Inst. Terra Brasil 

                                      

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