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FLORA
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O Parque Nacional da Serra dos Órgãos situa-se no domínio da Mata Atlântica que, por ter sido reconhecida como um dos biomas mais críticos para a conservação da biodiversidade global, foi declarada pela UNESCO Reserva da Biosfera, em 1991. A Serra dos Órgãos foi classificada pelo Ministério do Meio Ambiente como de extrema relevância para a conservação da flora. Localizado na região fitoecológica fluminense classificada como Floresta Ombrófila Densa, o Parque é contemplado por um generoso regime de chuvas, em torno de 1.500mm anuais, um dos fatores decisivos para a perene exuberância de sua vegetação e para a riqueza das espécies que abriga, muitas das quais exclusivas desse ecossistema.
As coberturas
florestais variam de
acordo com as cotas
altimétricas: Entre 500 e 1.500 metros - nesta faixa altitudinal a vegetação é classificada como floresta montana, Esta é a formação que possui maior estratificação vegetal entre as diferentes fisionomias da mata atlântica. A estrutura dessa mata possui variações dependentes das condições específicas de cada área, mas em muitas formações as maiores árvores atingem até 40 metros, e o dossel superior (conjunto contínuo de copas de árvores) encontra-se entre 25 e 30 metros. O estrato arbóreo é dominado por grandes árvores, como o jequitibá-rosa, o ouriceiro, a canela e a canela-santa, que tinge de amarelo a supremacia do verde. Os troncos e os galhos das árvores são cobertos de epífitas. Além das bromélias e orquídeas, muito comuns e de variadas espécies, são encontradas diferentes lianas (cipós), begoniaceas, araceas e pteridophytas (samambaias). O estrato herbáceo é povoado por begônias, orchideas, bromélias e gramíneas, além de jovens das espécies arbóreas de tamanho semelhante ao das espécies herbáceas e arbustivas. Acima de 1.500 metros - matas nebulares, freqüentemente encobertas por nuvens. Classificadas como floresta pluvial alto-montana. A formação florestal é dominante, de porte arbóreo baixo, cerca de 5 a 10 metros. As árvores possuem troncos tortuosos e cobertos por camada de musgos e epífitas, exibindo um certo grau de xeromorfismo, devido às baixas temperaturas. . O sub-bosque desta mata é dominado por significativa diversidade de espécies arbustivas. As bordas de afloramentos são tomas por pteridófitas e briófitas de diversas espécies. É grande a concentração de epífitas, como bromélias e orquídeas. O número deespéciesendêmicas nesta faixa altitudinal é bastante elevado.
Acima de 2.000
metros- o
Campo das Antas, a
2.134 metros de
altitude, próximo à
Pedra do Sino, ponto
culminante do
Parque, é um dos
únicos exemplos
fitogeográficos do
Estado do Rio de
Janeiro do subtipo
Refúgio Ecológico
Alto-Montana, também
conhecido como Campo
de Altitude, com um
grupamento vegetal
herbáceo-arbustivo
aberto, que se
desenvolve sobre os
afloramentos
rochosos. Por estar
na parte mais alta
(áreas de
contribuição, de
onde água e solo
descem para outros
locais, mas que nada
recebem, ao não ser
da atmosfera), a
vegetação possui
aspecto seco, o solo
é raso e a radiação
solar é intensa.
Estudos encontraram
347 espécies
vegetais nesse
ambiente, das quais
66 endêmicas desse
ecossistema. São
comuns as também
formações
ligeiramente mais
fechadas, dominadas
por espécies
herbáceas rupícolas
e adensamentos de
pequenos arbustos
lenhosos, e também
vastas áreas
recobertas por
campos. Estas
formações são
dominadas por
espécies das
famílias das
orquídeas e
bromélias, além de
gramíneas e
ciperáceas. Ainda
quanto à vegetação,
o Campo de Altitude
pode ser subdividido
em região dos picos;
região de vegetação
graminosa; região de
charcos; região de
depressão; região de
capões e região de
rochas descobertas. Além do gradiente de variação com a altitude, a vegetação da floresta pode ser classificada pela variação no porte da vegetação. O estrato arbóreo, formado pelas árvores adultas, e cujo conjunto de copas de diferentes espécies e de diferentes alturas forma uma cobertura quase contínua denominada dossel florestal. As árvores que são mais altas do que as demais são chamadas emergentes. O dossel filtra a luz do sol e retém o calor. O estrato arbustivo é formado por samambaias, palmeiras, arbustos e árvores de porte médio. Entre os principais representantes da flora, nesta camada da floresta, estão a palmeira jussara (palmito) e arbustos. O estrato herbáceo corresponde ao conjunto de plantas pequenas, como o caeté, além das plântulas e mudas de várias espécies. A camada de detritos do chão da floresta, formada por galhos, folhas, flores e frutos, em vários estágios de decomposição, recebe o nome serrapilheira ou líter e sustenta uma importante cadeia que se alimenta deste material, além de regular a umidade do solo.
Fonte de Consulta – IBAMA / Parque Nacional da Serra dos Órgãos |
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